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Protetor solar: o que FPS, PPD e resistência à água realmente significam

⏱️ 4 min de leitura ✍️ Por Nana Casagrandi 📅 Atualizado em 22 de setembro de 2026 Conteúdo Editorial

No Brasil, o protetor solar é o produto de skincare com maior impacto por real gasto. Também é o mais mal comprado: a maioria das pessoas escolhe pelo FPS no rótulo e ignora os outros dois números que realmente definem a proteção.

Os três números que importam

FPS — proteção contra UVB

Mede a proteção contra a radiação que causa queimadura e vermelhidão. A escala não é linear:

FPS Radiação UVB bloqueada
15 cerca de 93%
30 cerca de 97%
50 cerca de 98%
70 ou mais cerca de 98,5%

Ou seja, sair do 30 para o 50 acrescenta pouco, e do 50 para o 70, quase nada. A ANVISA exige FPS mínimo de 30 para produtos que declaram alta proteção. Comprar FPS 70 achando que dura o dobro do tempo é o erro mais caro da prateleira.

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PPD ou UVA-PF — proteção contra UVA

É o número que quase ninguém olha, e é o que responde pelo envelhecimento, pelas manchas e por parte do risco de câncer de pele. A regra brasileira determina que o PPD seja pelo menos um terço do FPS. Procure no rótulo:

  • A sigla PPD seguida de um número: quanto maior, melhor. PPD 10 ou mais é bom.
  • O símbolo UVA dentro de um círculo: indica que o produto atende à proporção mínima.
  • Expressões como amplo espectro ou proteção UVA/UVB.

Um FPS 50 com PPD 5 protege muito menos do que um FPS 30 com PPD 12, apesar do número maior na frente do frasco.

Resistência à água

O rótulo pode declarar resistência de 40 ou 80 minutos. Passado esse tempo dentro da água ou suando, a reaplicação deixa de ser recomendação e passa a ser necessidade.

Filtro químico, físico ou híbrido

Como age Vantagem Desvantagem
Químico Absorve a radiação Textura leve, some na pele Pode arder nos olhos e irritar pele sensível
Físico Reflete a radiação Boa tolerância; indicado para pele sensível, rosácea e crianças Costuma deixar resíduo branco
Híbrido Mistura os dois Equilíbrio entre conforto e tolerância

Escolhendo pela sua pele

  • Oleosa ou com acne: textura gel, sérum ou fluido, com a indicação “oil free” e “não comedogênico”. Versões com toque seco ajudam no calor.
  • Seca: creme ou loção, de preferência com ativos hidratantes na fórmula.
  • Sensível ou com rosácea: filtro físico, sem perfume e sem álcool.
  • Negra ou retinta: filtro químico ou híbrido, ou versões com cor, para evitar o véu acinzentado. Protetor com cor tem um bônus real: pigmentos de óxido de ferro ajudam contra a luz visível, que está ligada ao melasma.
  • Com melasma: versão com cor é praticamente obrigatória, pela mesma razão.

Quantidade e reaplicação

A quantidade usada nos testes de laboratório é de 2 mg por centímetro quadrado. Traduzindo para o dia a dia:

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  • Rosto: meia colher de chá, ou a regra dos três dedos (uma faixa de produto no indicador, médio e anelar).
  • Corpo inteiro na praia: cerca de 30 ml, o equivalente a uma dose de cachaça. Um frasco de 200 ml dá seis aplicações completas.

Passar metade da quantidade não dá metade da proteção: dá bem menos que isso. Reaplique a cada duas horas de exposição, e sempre depois de nadar, suar muito ou secar a pele com toalha.

Reaplicar por cima da maquiagem

É o problema prático de quem trabalha fora. As opções que funcionam:

  • Protetor em pó com FPS, aplicado com pincel.
  • Bruma ou spray facial com filtro, em camada generosa e próxima do rosto.
  • Bastão, passado em duas ou três camadas nas áreas mais expostas.

Nenhuma delas substitui a aplicação da manhã. São complementos para manter a proteção ao longo do dia.

Cinco erros que anulam o produto

  1. Esquecer pescoço, orelhas, dorso das mãos e colo. São as áreas que mais entregam fotoenvelhecimento.
  2. Usar só em dia de sol. A radiação UVA atravessa nuvem e vidro de janela.
  3. Aplicar depois de já estar no sol. Filtros químicos pedem de 15 a 20 minutos para agir.
  4. Guardar no carro ou na areia quente. Calor degrada a fórmula.
  5. Usar frasco vencido ou aberto há mais de um ano. A eficácia cai.

Um detalhe brasileiro

O índice UV em boa parte do país passa de 11 no verão, faixa classificada como extrema. Nessas condições, protetor solar sozinho não basta: chapéu de aba larga, óculos com proteção UV, roupa com trama fechada e sombra entre 10h e 16h fazem tanta diferença quanto o produto.

Para manchas que mudam de cor, formato ou tamanho, a avaliação é sempre com dermatologista.

Nana Casagrandi

Por Nana Casagrandi

Criadora de conteúdo, entusiasta de beleza, maquiagem e consultora de estilo pessoal. Compartilha resenhas honestas, guias de compras e tendências de moda descomplicadas para o dia a dia da mulher moderna.

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